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    O objetivo do blog é analisar a conjuntura política na capital e no interior de Alagoas.

Ainda é cedo para tratar de 2018, afirma Renan Calheiros

O senador Renan Calheiros (PMDB) conversou longamente com a imprensa, na última quarta-feira (04). O parlamentar foi questionado sobre diversos temas e declarou que ainda é cedo para abordar a reeleição. O líder do partido no Senado Federal comentou ainda sobre o atual cenário político em Alagoas e conta com o apoio do governador Renan Filho (PMDB), que segundo ele, é o gestor mais popular do Brasil.

“Alagoas irá completar 200 anos de Emancipação Política, que foi uma consequência da revolução pernambucana. Nunca tive o dom da especialidade. 2018 é 2018 e ainda é cedo para tratar de questões políticas. Dizem que a divergência do Renan Calheiros e é porque ele quer ficar. Sempre disse que governo não funciona a médio prazo. As minhas divergências são pela predominância do PMDB na Câmara Federal e em relação a economia”, declarou o senador alagoano.

Brutalidade

Renan Calheiros revelou ainda que, desde que o ministro Henrique Meirelles assumiu a Fazenda, foi alertado que não há como diminuir a inflação aumentando a recessão. “Isso é mais uma brutalidade contra os mais pobres e com os nordestinos”, disse.

O senador ainda pontuou que não se trata de saber quantos senadores estão com ele, mas sim quantos concordam com as divergências com o governo apontadas por ele.

"A Reforma da Previdência só chegará ao Senado no segundo semestre, como é que vamos saber o que virá para o Senado?, questionou. Quando os jornalistas perguntaram o motivo de tantas alfinetadas ao presidente Temer, ele negou e apenas disse que está tentando deixar claro as divergências, e que não é algo pessoal contra o presidente”, afirmou.

Dilma-Temer

Renan afirmou não ter acompanhado o desenrolar da história, e que não acha que o julgamento da chapa Dilma-Temer irá interferir nas atividades do Congresso. Ele ainda pontuou que o julgamento e as atividades do Senado são coisas distintas e, pelas circunstâncias, é necessário uma nova diretriz econômica, não uma discussão sobre um julgamento.

"O Brasil está cobrando que o Governo funcione, reclama que o Governo está mal escalado. O Governo, como está, parece a seleção do Dunga, e nós queremos a seleção do Tite para dar a orientação ao país", brincou. "Todo mundo está vendo que não dá para reduzir a inflação com agravamento da recessão, isso nunca funcionou em nenhum lugar do mundo".

O senador pontuou que não foi essa a expectativa pensada por Meirelles para o Brasil, e sim uma expectativa de voltar a normalidade da economia, aumento nos investimentos, e de que o Estado fizesse seu país.

Previdência

Renan foi questionado se Roberto Requião (PMDB-PR) seria um bom nome para relatar a Reforma da Previdência no Senado. O líder não respondeu, mas pediu paciência pois a matéria só chegará na Casa Alta no segundo semestre. O senador também disse que não se pode fazer reforma para 30 anos, e que cada geração deve fazer sua própria reforma.

"Eu soube que alguém sugeriu que tirássemos uma comissão para acompanhar a tramitação da Reforma na Câmara. Meu deus, tirar uma comissão para substituir o Senado, ninguém substitui o Senado. Tem que aguardar pacientemente e deixar que a Reforma venha. (...) Não podemos antecipar fatos que acontecerão em função da chegada da Reforma da Previdência no Senado, nem tirar comissão do Senado para acompanhar essa tramitação. Isso é um equívoco”, concluiu o senador.

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